As armas e a segurança


Vamos combinar que, nesta história da segurança pública, a perda da inocência já aconteceu há muito tempo.

De um lado, a população que encontra formas alternativas, muitas vezes nada tendo a ver com a legalidade, e uma forte omissão e despreparo por parte do poder público para fazer a sua parte.

É necessário reconhecer que o desarmamento é o ideal. Entre as duas alternativas, esta é a menos pior. No entanto, o que não se ouviu falar – e é necessário que se diga – é dos planos do poder público para exercer o seu poder de fiscalização e polícia e evitar o uso das armas pelos cidadãos, mas também a retirada das mãos dos bandidos, impedir que elas sejam importadas e dar segurança ao arsenal que fica sob sua custódia.

Apesar das pesquisas apresentadas, não consigo acreditar que o volume de armas que está em mãos da população é o maior. Mesmo sendo assim, não é aquela que demonstra o maior perigo: há o perigo nas gangues de estão fortemente armadas, no pessoal de segurança que deveria zelar pelo material apreendido ou de seu uso e que, seguidamente, temos notícias de que foram roubadas.

Por este motivo a pergunta é simples: o que o governo, em especial o estadual e o federal, está fazendo para evitar que a população fique desprotegida, porque, na verdade, ela está desprotegida.

Estes últimos dias, segundo os noticiários, foram de grandes vendas de armas e munição. Muitos estão criando seus próprios “arsenais”, como precaução. Tanto assim que algumas lojas anunciam o fim de seus estoques e que as fábricas não estão conseguindo atender a demanda.

Sendo assim, o plebiscito está criando uma bomba de efeito retardado: o bandido está pensando que o cidadão já vai estar desarmado e à sua mercê. Havendo o confronto, quem vai sair perdendo?

Não é tão simples assim. Não basta dizer sim ou não. Há uma pergunta que não quer calar: Quem está de plantão no governo vai conseguir utilizar deste momento para efetivar políticas públicas de segurança efetiva?

Não parece que isto vai acontecer. Então, senhores, vão se queixar para o bispo, façam suas orações e seja o que Deus quiser!