A titulação de um texto em jornal

A possível interação entre lingüística e comunicação


 Resumo: O presente trabalho faz uma análise do capítulo apresentado por Emília Ribeiro Pedro no livro Análise Crítica do Discurso: uma perspectiva sóciopolítico e funcional, com o título de “O discurso dos e nos media”. Utilizando recursos da Lingüística e do Jornalismo procura encontrar caminhos que auxiliem na compreensão dos textos publicados em revistas e jornais, acreditando não ser possível uma leitura contextualizada sem que se conheça o modo de funcionamento técnico do Jornalismo. Ao mesmo tempo, aponta para a necessidade de que, integradas, as duas áreas possam enriquecer o processo de leitura e de significação do texto jornalístico.

Palavras-chave: analista, análise, texto informativo, lingüística, jornalismo.

 

1.0 Para início de conversa

O mitólogo está condenado a viver uma socialidade teórica; para ele, ser social é, na melhor das hipóteses, ser autêntico: a sua maior socialidade reside na sua maior moralidade. A sua relação com o mundo é de ordem sarcástica. (BARTHES, 1993, 176)

Possivelmente, este texto não tem a profundidade que deveria ter. E isto não é apenas um reconhecimento formal de uma carência. É mais: pode ser um início, para o seu autor, no sentido de fazer uma leitura do que é produzido em jornalismo de uma forma diferente da ótica do próprio jornalismo, pois contextualizada por uma outra ótica: a da lingüística.

O interessante é que, nesta análise do discurso, se tem consciência da necessidade de identificar os elementos que auxiliam na sua formatação e, também, é possível identificar que o analista faz a análise a partir dos seus pressupostos ideológicos, tornando possível mostrar que o analista também pode se tornar objeto de análise.

É o que acontece com o texto “O Discurso dos e nos Media”, de Emília Ribeiro Pedro, que focou sua atenção em três textos: um artigo publicado no jornal The Times, “Protestantes zangados perante ‘insulto’ do Papa”; o segundo no The European, “Papa procura perdão”; e por fim em O Público, com uma linha anterior: “Praga indiferente à visita do Papa”, e o título: “Frieza na República Checa”, a respeito do papa João Paulo II, entre os dias 21 e 23 de maio de 1994. Emília Pedro faz uma leitura dos títulos como se estes, juntamente com o texto, fossem frutos de um mesmo autor.

A preocupação de tratar os textos apenas na sua forma de construção não levou em consideração elementos que são característicos do jornalismo, como a utilização do Manual de Redação e a hierarquia existente nos jornais para que o texto chegue ao seu formato final com título, linha de apoio, corpo, legenda e chamada.

A intersecção entre o texto produzido em outras áreas e o jornalismo precisa encontrar campo em conjunto onde mais fácil se torne o seu entendimento, a sua análise e um estudo que não seja do mero “achômetro”, mas identificador de suas peculiaridades. Inclusive, ideológicas.

 

2.0 - O jornal e suas normas

O mito é um sistema de comunicação, é uma mensagem. (BARTHES, 1993, 131)

Um dos princípios básicos de quem aprende a escrever para jornal, é que o redator em jornal e revista deveria ser um bom “contador de histórias”: aquele que utiliza o meio para que um maior número de pessoas possa ser informado sobre o acontecido.

Os textos, em jornal, são produzidos por repórteres, normalmente de forma individual, com a obrigação de recolher as informações, o que pode se dar pela observação/análise de fatos, ou pela pesquisa. Ao construir a matéria, já deverá pensar e sugerir possíveis títulos, pautas para fotos, ilustrações, gráficos e outros elementos que auxiliem o leitor a contextualizar a leitura do texto.

Diana Luz Pessoa de Barros tem um conceito interessante da forma como o repórter obtém informações a respeito da matéria que vai produzir:

No caso de entrevistas, na televisão ou na imprensa escrita, estabelecem-se três relações de comunicação: entre o entrevistador e o entrevistado, entre o entrevistador e o público, entre o entrevistado e o público (Introdução à Lingüística I - objetos teóricos – A comunicação humana – 47).

Em jornais de porte médio até os de grande porte, normalmente um responsável pela editoria é quem faz a revisão do texto. É este mesmo chefe de editoria quem vai “fechar” a matéria, isto é, dar-lhe o formato final, com a definição de título, possível chamada, linha de apoio e legenda para as fotos.

Hoje, praticamente todos os jornais possuem o seu manual de redação, que é um instrumento de fácil consulta. Ele se presta para orientações eminentemente técnicas, até elementos de contextualização como mapas, grafias, sentidos dúbios, elementos de gramática, dicas médicas etc.

 Um dos referenciais utilizado nos bancos acadêmicos é o Manual de Redação da Folha de São Paulo, lançado pela primeira vez em 1992, e que teve diversas reedições e revisões, especialmente pelo enquadramento à utilização de novos recursos de informática.

 

A construção do texto

A construção do texto do dia a dia respeita a fórmula da pirâmide invertida (imagine uma pirâmide virada ao contrário e que tenha a sua base – maior – na parte superior. Conseqüentemente, a parte inferior de sua estrutura em situação inversa).

Utilizada pelas grandes agências mundiais de informação que atuaram muito fortemente até a década de 80, servia para que se destacasse no primeiro parágrafo (chamado de lide, onde, obrigatoriamente, deveriam estar respondidas as perguntas o quê, quem, quando, como, onde, por quê) o mais importante da matéria, até o menos importante em seu parágrafo final. Havia uma razão muito simples para esta construção: numa matéria enviada pela agência, com cinco parágrafos, se houvesse espaço apenas para três, poderia, sem prejuízo para o entendimento do seu conteúdo, serem suprimidos os dois últimos.

As reportagens, textos maiores, quase sempre com produção dos próprios repórteres dos veículos, trabalham de forma diferente. Ao invés de lide, utiliza aberturas de matérias, que podem ser originais, sem a obrigatoriedade de responder às questões básicas já colocadas. Caracterizam-se, ainda, por serem maiores e tentar oferecer, para o leitor, angulações diferentes de um mesmo tema.

No entanto, a forma como é utilizado o Manual de Redação (com origens americanas), quase sempre se torna um instrumento determinista, que transforma o próprio processo criativo do texto num brete que inibe a criatividade e estimula um texto burocrático. Esquecido de que o leitor já escutou a notícia pelo rádio e a viu pela tv, o repórter repete o mesmo já visto e ouvido, quando deveria ser um observador com um leque maior de visão sobre um fato que permitisse subsidiar o leitor para uma condição privilegiada de analise.

O fechamento das edições, normalmente, é corrido e o repórter, não raras vezes, tem pouco tempo para concluir mais do que um texto. Esta rapidez do processo de produção da matéria e sua veiculação levam a erros que podem ser observados, inclusive, entre o que escreveu o repórter e o que apareceu em destaque no título ou na legenda.

Análise de suas relações

Para que se possa entender o que ocorre neste meio tempo é bom dar uma olhada no que diz Fernanda Mussalim:

O sujeito não é livre para dizer o que quer, a própria opção do que dizer já é em si determinada pelo lugar que ocupa no interior da formação ideológica à qual está submetido, mas as imagens que o sujeito constrói ao enunciar só se constituem no próprio processo discursivo. (Introdução à Lingüística 2 - Domínios e Fronteiras – Analise do Discurso, 137)

Embora muitas vezes se tenha a impressão de que numa redação de jornal faça-se verdade a parte da Bíblia que fala de uma “torre de babel” (lugar onde a confusão de línguas teria feito com que ninguém se entendesse e tivesse interrompido a obra com a qual os homens pretendiam chegar ao céu), existem certos acordos tácitos, fórmulas pré-estabelecidas entre repórter e leitor que permitem a compreensão da informação que é repassada. Mesmo que não explícitos, eles podem acontecer, inclusive, por questões culturais, legais e, mesmo, ideológicos.

Tânia Maria Alkmin tem uma boa visão a respeito deste processo:

Uma comunidade de fala se caracteriza não pelo fato de se constituir por pessoas que falam do mesmo modo, mas por indivíduos que se relacionam, por meio de redes comunicativas diversas, e que orientam seu comportamento verbal por um mesmo conjunto de regras. (Introdução à Lingüística 1 - Domínios e Fronteiras – Sociolingüística, 31)

A parte técnica

A produção do texto, quase sempre, parte de uma pauta, que é estabelecida pelo pauteiro (pessoa designada para acompanhar tudo o que está acontecendo, seja por continuação de outras matérias (suíte, no jargão do jornalismo), pesquisa em outros veículos, que podem incluir jornais, televisão, revistas, rádio, internet...), responsável pela editoria, ou mesmo pelo próprio repórter.

A produção da matéria poderá ser gerada a partir “da apuração de informações para reportagens, análises da notícia, comentários, infográficos de apoio (ilustração em que se vale de texto e de imagens para uma maior compreensão do que é contado) e todo o material jornalístico que comporá a edição” (Manual de Redação, 24).

Uma regra básica que se passa para o repórter, desde que ele é apenas um “foca” (iniciante) na redação, é que poderá trabalhar com uma hipótese de matéria, com um furo (informação exclusiva), havendo a necessidade de que busque cruzar informações e ouvir o outro lado.

No corpo da matéria, destaca-se o lide, que “tem por objetivo introduzir o leitor na reportagem e despertar seu interesse pelo texto já nas linhas iniciais” (Manual de Redação, 29). Funciona como uma síntese da notícia e da reportagem. E um atrativo.

O Manual de Redação recomenda que o jornalista deva se concentrar na obtenção de um bom domínio da língua portuguesa, a ponto de ser capaz não apenas de escrever com correção, mas também “com precisão vocabular e variedade de recursos estilísticos. A diversidade no uso de vocábulos deve ser regida pela precisão, e não pela retórica. A variedade estilística deve seguir o encadeamento lógico e interessante dos fatos, sem submetê-los a modelos pseudoliterários” (Manual de Redação, 30).

Na verdade, a produção de texto busca um tom intermediário que contemple a compreensão de uma pessoa com poucos recursos intelectuais, até alguém que possa julgar como elementar o vocabulário utilizado.

Diante destes elementos, o Manual diferencia o que seja notícia de análise, artigo ou comentário. A análise deveria municiar o leitor de dados que o ajudem a entender melhor a informação. O artigo e o comentário têm cunho mais pessoal, mesmo que tenham uma informação objetiva, podem, ainda, ter juízo de valores do próprio autor.

 

3.0 - Uma analista em análise

Não existe nenhuma rigidez nos conceitos míticos: podem construir-se, alterar-se, desfazer-se, desaparecer completamente. E é precisamente porque são históricos, que a história pode facilmente suprimi-los (BARTHES, 142).

Para esta análise, vamos nos deter, aqui, no que Emília Ribeiro Pedro chama de “texto informativo”, que, na produção textual para jornal e revista, é chamado de notícia ou reportagem. Em contraste com outros gêneros, como editoriais, entrevistas, ou comentários, no meio que ela chama de “fazedores de opinião” (e acrescenta: “tão na moda também entre nós”). Embora, para a Comunicação, “fazedor de opinião” se confunde com “multiplicador de opinião”, ou seja, todo aquele que influencia para que idéias sejam disseminadas. Podendo incluir, neste meio, professores, pesquisadores, políticos, religiosos...

Num ponto de seu trabalho, há consenso com os críticos da Comunicação: é difícil analisar o que é incluído na informação e tudo aquilo que fica de fora: “observar não apenas o que lá está, mas, igualmente, o que, podendo estar não está, isto é, que presenças, mas de igual modo, que ausências” (PEDRO, 294).

Buscando justificar-se em Fairclough, aponta que a narrativa pode ser analisada a partir de:

1. A história real, o assunto, pode ter diferente interpretação conforme a sua apresentação;

2. Este fato não vai depender, apenas, do estilo do jornalista em questão, mas das “escolhas textuais que são sempre o sinal de escolhas ideacionais e interpessoais” (Halliday);

3. As escolhas textuais são “de fato, estratégias ideológicas que revelam não apenas posicionamento do autor relativamente à história real – o acontecimento específico que justifica a informação – mas, também, as estratégias que usa para posicionar, de modo particular, os seus leitores” (PEDRO, 294).

É então que seleciona três textos para análise, baseando seu trabalho, inicialmente, no que se refere aos títulos. Ao justificar a forma como encaminha a leitura dos dados, explica que existem “estratégias ideológicas desenvolvidas pelos autores que tomam forma em realizações textuais diferentes” (PEDRO, 295). Encontra na Análise Crítica do Discurso o modelo conceitual que pode considerar os textos em análise como potencialmente ideológicos.

Nos textos lidos e comentados, creio, faltou esclarecer que o analista também tem um olho ideológico quando se dirige para o analisado. Como, parece, há o desconhecimento por parte da autora de como se processa a confecção dos títulos, pois não se pode responsabilizar o redator (repórter) por esta informação final, já que está na sua alçada a sugestão e não a definição dos possíveis títulos.

Pedro analisa uma questão macro, mas que no texto é menor: o poder do papa sobre a definição política de um país. Ora, despidos de cinismos, temos que reconhecer que, qualquer um, em qualquer espaço, trabalha com o poder – seja em nível de igreja, partido político, produtor de pesquisa, ou em sala de aula.

No que se refere à análise feita sobre a legenda da fotografia, está claramente expresso em Barthes entender se por linguagem, discurso, fala: “toda a unidade ou toda a síntese significativa, quer seja verbal ou visual: uma fotografia será, por nós, considerada fala exatamente como um artigo de jornal”. (PEDRO, 133)

O jornalismo que é feito, hoje, considera a fotografia tão importante quanto o próprio texto. A velha idéia de que “uma boa imagem pode valer por mil palavras”. Embora aqui também se possa falar de “fotografia burocrática”, tipo os “santinhos” em que apenas aparece alguém em destaque, é possível que se possa ser surpreendido por uma foto, num determinado ângulo, que nunca sonhamos em ver e que pode transmitir aquilo em que o texto deixou a desejar.

É o mesmo caso. Como não é de responsabilidade do repórter a sua finalização, em muitos momentos, pode acontecer, até, uma incongruência entre o que está no texto e o que acaba aparecendo na legenda.

A Análise Crítica do Discurso faz uma crítica ideológica da Comunicação, justificando sua leitura em que a linguagem é o primeiro e mais importante tipo de prática social, onde os textos são o resultado das ações de falantes e escritores socialmente situados, em que os significados resultam da (inter)ação dos leitores com o texto, utilizando-se de signos. Ao encerrar Emília Pedro diz que “a ACD apóia-se sempre em análises rigorosas e em descrições da materialidade da linguagem” (PEDRO, 28).

Como não ousaria, nunca, defender que a análise da Comunicação possa ser um processo rigoroso, tremo diante destas assertivas. A intenção até pode ser boa. Mas a prática, muitas vezes, não condiz com a realidade. Poderia dizer como Norman Fairclough que “há um grau de mistificação a respeito de quem são as vozes e as posições que estão sendo representadas” (144). Ele também pensa assim:

O discurso da análise é, como qualquer outro discurso, um modo de prática social: ele está dialeticamente relacionado com estruturas sociais, posicionado em relação a lutas hegemônicas e abertas para ser investido ideológica e politicamente. Os analistas não estão acima da prática social que analisam; estão dentro dela. (FAIRCLOUGH, 246)

É o que poderia ser considerada como uma santa e justificada indignação.

Fairclough, em seu Discurso e Mudança Social, diz que a mídia está recrutando leitores, em um contexto de mercado no qual suas vendas, ou seus índices, são decisivos para a sobrevivência. Chega a afirmar que os produtores textuais “comercializam suas mercadorias em formas que maximizem sua adaptação aos estilos de vida e às inspirações de estilos de vida dos consumidores” (143). Embora eu acrescente que eles estão buscando construir as pessoas como consumidores e os estilos de vida a que elas aspiram.

Obviamente, o autor de textos para jornais e revistas não está despido de seu contexto ideológico, pois selecionam, de acordo com padrões pré-definidos, quem serão as fontes que alimentarão seu discurso. “Pode-se considerar que a mídia de notícias efetiva o trabalho ideológico de transmitir as vozes do poder em uma forma disfarçada e oculta”, acrescenta Fairclough (144).

Mesmo que, muitas vezes, o repórter não se dê conta da magnitude que tem o processo de informação, é possível lembrar Fairclough quando diz que “a mídia tem um importante papel hegemônico não só em reproduzir, mas também em reestruturar a relação entre os domínios públicos e privados” (147). Este fato não o torna impune da responsabilidade sobre o que produz.

A análise de Emília Pedro deixa diversos pontos de reflexão, em especial para quem ensina na área da análise e elaboração de texto. No entanto, um merece citação: “É da consciência deste pressuposto que os ‘fazedores de opinião’ partem para a elaboração e a formulação daquilo que querem dizer e do modo como querem que seja entendido aquilo que querem dizer”. (307)

 

4.0 - Considerações finais

Quero crer que generalizar a assertiva de que o jornalista manipula seu público é atribuir a uma categoria um poder que não tem. Embora uma análise possa mostrar o potencial de influência que os meios de comunicação detêm sobre as pessoas, não significa que tenha esta carga ideológica – ao menos explícita – como analisa Emília Pedro.

No entanto, ao lembrar de Fortramp e Tomitch, vê-se que “o discurso reforça e ao mesmo tempo é reforçado pelo ‘status quo’, pela estrutura social” (291). Parece que precisamos mais do que generalizações do tipo “é necessário que se tenha mais conscientização para a mudança social”. São pseudo fórmulas que não dizem absolutamente nada, além de preencher espaços.

O que demonstra que estudos feitos em conjunto a partir de áreas com elementos em comum – Lingüística, Jornalismo, Psicologia, Sociologia etc... – só têm a ganhar, desde que se busque conhecer a ótica diferenciada de onde parte a construção do seu corpus. É o que em jornalismo chama-se de contextualização: a visão pelas diferentes perspectivas, que somente fazem enriquecer a construção do texto. Conseqüentemente, a capacidade de compreensão por parte do leitor.

A fórmula de transmissão da informação, utilizando um determinado meio impresso, chegando a um receptor que pode ativar um retorno, com todos os ruídos possíveis nos meios de comunicação, chamam a si uma antiga receita: paciência, humildade e um pouco de chá de camomila, na verdade, não fazem mal a ninguém.

 

5.0 - Bibliografia

BARTHES, Roland. Mitologias. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1993.

Manual de Redação da Folha de São Paulo. São Paulo: Publifolha – Divisão de Publicações da Empresa Folha da Manhã S.A., 2001.

MUSSALIN, Fernanda e BENTES, Anna Christina (org.). Introdução à Lingüística 2 Domínios e Fronteiras – Domínios e Fronteiras. São Paulo: Cortez, 2004.

MUSSALIN, Fernanda e BENTES, Anna Christina (org). Introdução à Lingüística 1 Domínios e Fronteiras. São Paulo: Cortez, 2004.

FAIRCLOUGH, Norman. Discurso e Mudança Social. Brasília: Editora UNB, 2001.

FIORIN, José Luiz (org.). Introdução à Lingüística I - objetos teóricos. São Paulo: Editora Contexto, 2004.

FORTRAMP, M.B.M. e TOMITCH, L.M.B. (orgs.) Aspectos da Lingüística Aplicada. Florianópolis: Insular, 2000.

PEDRO, Emília Ribeiro (org) Análise Crítica do Discurso: uma perspectiva sóciopolítico e funcional. Lisboa: Caminho, 1997.