Aula 2 - As origens do marketing - 02 de março

O primeiro logotipo do Mundo

Os primeiros logotipos do mundo foram feitos pelas diversas e diferentes igrejas. Elas colocaram esses logotipos, suas cruzes, estrelas e luas, identificando o tipo de crença. Os logotipos das igrejas foram e são tão claros e eficazes, que segmentam o mercado dos crentes: o crente-cliente desta religião, com este logotipo, não entra na igreja com qualquer outro logotipo. Esses logotipos são utilizados ainda hoje, em correntes no pescoço. 

 

O primeiro display do Mundo

Os primeiros displays do mundo foram feitos pelas igrejas, as construções mais altas das edificações dos povoados e vilas, as torres das igrejas. Esses displays mostravam e mostram, desde muito longe, onde se encontra a casa do Senhor, qualquer que seja o Senhor, para anunciar a presença única e dar a direção correta para seus fiéis.

 

O primeiro veículo de comunicação de massa

Um dos primeiros, senão o primeiro, veículo de comunicação de massa do mundo foi o sino. Bastava algumas badaladas e os crentes já sabiam que era hora disso ou daquilo, ou se era para dirigir-se à igreja para ouvir notícias importantes.

 

A primeira pesquisa de mercado

Uma das primeiras manifestações de pesquisa de mercado é o confessionário: durante a semana o pároco ouve os pecados e deslizes do seu rebanho e, no domingo, escolhe o tema do sermão, de acordo com a necessidade de condução do seu rebanho aos caminhos da fé e do Senhor.

 

A expressão corporal

Uma das primeiras manifestações de expressão corporal é dada pelo pároco, com seu gestual calmo e tranqüilo, estudado e aprendido ao longo dos anos de estudo, gestual e postura de voz que transmitem paz e serenidade, compondo um produto digno e perfeito de um representante terreno do Senhor. Esta expressão corporal e postura de voz servem também para diferenciar os representantes terrenos do Senhor, dos outros simples mortais.

 

As embalagens

As embalagens servem para diferenciar e anunciar o que há dentro da embalagem. As embalagens foram feitas para dar pompa e circunstância à magnificência do cargo, dentro da liturgia das igrejas. A embalagem do padre é uma, diferenciando-o do cidadão comum. A embalagem do bispo também se diferencia, e assim por diante, a dos cardeais e a do Papa. As embalagens servem tanto para diferenciar o produto, sob a embalagem, e como para determinar o grau dentro da hierarquia e diferenciação dessa representação terrena do Senhor.

 

O primeiro áudio-visual

Um dos primeiros enredos de áudio-visual do mundo - precursor das propagandas de hoje - é a "A Paixão de Cristo", com suas diversas estações, tanto representadas em vitrais de igrejas por este mundo afora, como representadas por pessoas, na época da Páscoa, centenas de milhares de vezes, por séculos, ao seu público-alvo. A nossa, mais conhecida, se dá em Nova Jerusalém, todo ano.

Os marqueteiros aprenderam bem com as religiões e com a história. Continuam aprendendo com a evolução do conhecimento humano. O marketing não resolve sozinho os problemas da sociedade, o marketing facilita as trocas que se dão no mercado. E trocas não necessariamente monetárias.

Esta origem do marketing, esta aproximação histórica do marketing não é de minha autoria, muito embora eu a tenha feito de memória. Estes dados foram expostos por um dos DPZ - Dualibi, Petit e Zaragoza (sigla que representa uma agência de propaganda), salvo traição da minha memória - numa apresentação aos bispos da CNBB, creio que durante os anos de chumbo.

(Carlos Alberto de Faria - http://www.merkatus.com.br/10_boletim/67.htm)

 

Apesar de encontrarmos suas raízes ao longo da história da humanidade, na própria gênese do comércio, o marketing é um campo de estudo novo se comparado com os demais campos do saber. O estudo do mercado surgiu da necessidade dos industriais de administrar a nova realidade oriunda da Revolução Industrial que causou uma transformação de um mercado de vendedores para um mercado de compradores. Neste estágio o marketing ainda é inseparável da economia e da administração clássica, pois inicialmente sua preocupação era puramente de logística e produtividade, para a maximização dos lucros. Os consumidores não tinham qualquer poder de barganha e a concorrência era praticamente inexistente.

Tal realidade manteve-se inalterada até fins da Segunda Guerra Mundial quando, então, reagindo ao crescimento da concorrência, especialistas em mercados começaram a teorizar sobre como atrair e lidar com seus consumidores. Surgiu então a cultura de vender a qualquer preço. P.T. Barnum, autor de `The Science of Getting Rich` e `The Art of Money Getting` foi um ícone deste período, cheio de truques que faziam da arte de vender quase num espetáculo de charlatanice e que faz com que até hoje os profissionais do mercado sejam vistos com desconfiança.

Outros autores da época são W.D. Scott, autor de The Psychology of Advertising, e H.L Hollingworth que escreveu Advertising and Selling. As técnicas existentes baseavam-se mais na intuição do que na prática. Eram técnicas ingênuas e/ou maliciosas que estavam misturadas a ferramentas eficientes. Lenda e fato se misturavam, mas o mercado não dava muito ouvido à academia.

 

Precursores

Nos anos 40, os primeiros estudos sobre o marketing vieram com trabalhos como o de Waltter Scott, sobre a aplicação da psicologia da propaganda e o de William J. Reilly sobre as Leis de Gravitação do Varejo. A questão crucial era se as teorias de mercado podiam ou não se desenvolver. Autores como Roland Vaile e outros afirmavam que nunca seria possível desenvolver uma teoria mercadológica genuína, pois a consideravam extremamente subjetiva, quase uma forma de arte. Por outro lado, Bartels e outros começavam a admitir que existisse uma potencialidade para a teoria mercadológica se tornar uma ciência. Em 1954, pelas mãos de Peter Drucker ao lançar seu livro “A Prática da Administração”, o marketing é colocado como uma força poderosa a ser considerada pelos administradores.

(Caroline Mancini - http://carolinemancini.wordpress.com/2008/03/19/as-origens-do-marketing)