Aula 9 - Editoração - 07 de maio

 

 

Editoração é o gerenciamento da produção de publicações de caráter periódico e não periódico, como livros, revistas, boletins, prospectos, álbuns, cadernos, almanaques etc. Mais recentemente, a produção editorial foi elevada a todo tipo de material de comunicação impresso ou eletrônico, reproduzido em gráfica ou em série, como CDs, fitas e até websites e CD-Roms.

A editoração de um livro é o processo de transformar as idéias de um determinado autor em informação acessível e útil para certo grupo que compreende as etapas de: seleção de originais, preparação dos originais, projeto gráfico, diagramação e produção gráfica para a impressão. Porém não se deve confundir editoração de qualquer tipo de conteúdo com design visual (especialização da carreira de desenho industrial). Também não se deve confundir o conceito de Editoração com o de Editoração eletrônica, uma das fases do processo de produção editorial que compreende a diagramação/composição e a pré-impressão.

No Brasil

Embora ainda escassos, existem cursos de graduação em editoração no Brasil, entre os quais o de Editoração da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e da Escola Superior de Estudos Empresariais e Informática (Paraná) e os de Produção Editorial da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal de Santa Maria e da Universidade Anhembi Morumbi.

Devido à desproporção entre a baixa quantidade de alunos formados por esses cursos e a oferta de trabalho no mercado editorial, somada ao quase nulo conhecimento dos cursos existentes por boa parte dos empreendimentos da área, muitos trabalhos editoriais acabam sendo feitos por profissionais graduados em outros cursos, como jornalismo, biblioteconomia, design gráfico, publicidade, letras, história e filosofia. Cada vez mais editoras, no entanto, têm dado preferência a profissionais formados em Editoração e Produção Editorial, cuja formação é direcionada ao desempenho das funções exigidas.

A Editoração Eletrônica consiste na edição de publicações, através da combinação de computador, programa de paginação e impressora. Ela é utilizada amplamente em diversos segmentos da sociedade, criando peças gráficas com as mais variadas finalidades, tais como informar, convencer e ilustrar informações sobre produtos, serviços e informações.

No processo, o utilizador cria layouts com texto, gráficos, fotografias e outros elementos gráficos, utilizando programas de paginação, tais como o QuarkXPress, Adobe InDesign, Adobe PageMaker, PageStream, RagTime, Scribus, Microsoft Publisher, Apple Pages e o CorelDraw. Normalmente, para pequenas tiragens utilizam-se impressoras convencionais, e para grandes tiragens recorre-se às gráficas.

Permite que um digitador, operando um micro com vídeo, com programas que unem o escritório moderno às artes gráficas, execute o trabalho de toda uma equipe, desde o lay-out, passando pela edição de texto, até a separação de cores. É a criação de documentos no computador, como páginas da Web, folhetos, posters, catálogos, boletins informativos e elementos gráficos.

A possibilidade de criar layouts em computador com imediata visualização no monitor, e, de em seguida imprimir (a apenas 300dpi na altura), foi revolucionária, quer para a industria gráfica, quer para a industria de computadores pessoais. A designação "desktop publishing" é atribuida a Paul Brainerd, fundador da Aldus.

Conceito

A tarefa de editorar não é nenhuma novidade, pois pelos anos 700 d.C. os chineses e os coreanos já produziam peças. Depois, no século XVI, Johann Gutenberg criou os tipos móveis. Ottmar Megenthaler em 1886 criou o linotipo, um equipamento que produzia páginas inteiras em metal reaproveitável. Evoluindo no tempo, chegamos ao século XX, quando foram utilizadas as técnicas de fotocomposição. Com o advento dos computadores na indústria, na década de 80, surgiu a editoração eletrônica, trazendo consigo novos equipamentos e, consequentemente, novas técnicas.

Elementos

De acordo com Falleiros (2003), somente o briefing e os rascunhos continuam como antes. O briefing é o contato com o cliente para definir os parâmetros do serviço, tais como: tamanho, cores, tipografia, tiragem, público-alvo, etc. O rascunho é o desenho livre para verificar a melhor distribuição das imagens e do texto em uma peça gráfica.

O layout (disposição de elementos de texto e imagens em uma peça gráfica) antes da editoração eletrônica era feito à mão, com uso de tintas e letras em decalque, aplicados em papel comum. Depois do uso do computador o layout passou a ser feito diretamente no computador, com uso de scanners e softwares de edição de imagens. A finalização, antes feita artesanalmente, em papel vegetal e colada com benzina, agora é processada 100% digitalmente, e entregue ao cliente com 97% de fidelidade do impresso final. A editoração eletrônica atualmente é a base de recursos para todo tipo de publicação, seja em artes gráficas ou em multimídia.

Diagramação

Segundo Horie & Pereira (1999), a diagramação deve ser utilizada para guiar a leitura. As técnicas que os referidos autores ensinam levam o designer a identificar as áreas de uma página: área principal, área secundária, áreas mortas, centro óptico e centro geométrico.

A área principal é parte superior esquerda.

A área secundária é parte inferior direita.

As áreas mortas se situam opostas a área primária e secundária, localizando-se na parte superior direita e inferior esquerda.

O centro óptico é a área que a visão se dirige.

O centro geométrico é o centro.

Em uma análise mais técnica, Collaro (2000) diz que um dos segredos que envolvem o bom ou mau aspecto de um projeto gráfico está na elaboração do diagrama, ou seja, na distribuição de caixas de texto e imagens. Segundo seus estudos, existem algumas possibilidades de disposição de elementos em uma página. Collaro (Op. cit, p. 96) faz um importante aconselhamento, quando diz que “uma opção interessante é utilizar diagramas de três ou quatro colunas, reduzindo suas larguras e deslocando-as para as laterais da página, criando condições para mobilizar o texto e dinamizar a página”.

Além da diagramação, algo que não pode ser esquecido é a fonte utilizada no texto. “Tem-se discutido muitas considerações sobre a adequação do estilo da letra à mensagem” (HURLBURTH, 2002, p. 100). Em uma oportunidade, em aulas no curso de Informática Educativa, estava-se debatendo sobre a necessidade do estilo da letra estar associado ao assunto que vai ser diagramado. Chegou-se a um entendimento de que realmente a fonte utilizada deve seguir alguns parâmetros técnicos. Horie e Pereira (2004) ensinam que cada tipo de letra tem uma indicação, dependendo do tipo de aplicação, e que não devem ser utilizadas muitas famílias de fontes na mesma peça gráfica.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunicacao