Caminhando ao encontro do chamado


Encontrei o garoto em frente de uma janela. Olhava para a praça que havia do outro lado da rua. Perguntei:

Levou algum tempo para responder. Estava com as mãos nos bolsos e a única indicação que tive foi que direcionou o olhar.

Voltou-se para mim. Havia angustia. E uma tristeza silenciosa naquela olhar.

Segurei seus braços e o acolhi contra meu corpo, direcionando, novamente, o seu olhar para a rua.

Tive que sorrir. Já olhando bem em seus olhos.

Ganhei um abraço. Um beijo. E saí dali com a certeza de que meu amigo acabara de encaminhar sua vocação. Não estava mais no mundo das idéias para descobrir qual será o seu caminho. Tinha já uma pequena estrada concreta para percorrer.

Afinal, será que não é isto que Deus pede para construirmos o mundo? Que apenas iniciemos por uma pequena estrada, que pode ir se ampliando quando respondemos ao seu chamado?