Clássicos da Disney


Até confesso para vocês, se prometerem que não contam para ninguém? Ok? Pois nestas férias, passei uma boa parte do tempo vendo filmes – quem apostou em filmes “cabeça”, altamente intelectualizados... Errou! Descobri um canal que reprisou clássicos dos estúdios Disney, aqueles que faziam com que parássemos emudecidos diante da televisão.

Ali estava o Pateta, eterno companheiro do Mickey; Pato Donald e seus sobrinhos arteiros; Madame Mim, sempre com seus feitiços que não davam certo (senti muita falta da Maga Patológica – que sonhava em roubar a moeda número um do Tio Patinhas) e as três feiticeirinhas do bem, quase tão atrapalhadas quanto sua congênere do mal.

Se alguém está pensando em perguntar se não tinha mais nada para fazer, pode ter certeza, tinha. Só que não valia a pena jogar fora uma chance como aquela! A oportunidade de rever imagens que, mesmo passados tantos anos, ainda continuam em minha lembrança. Muito aprendi com estes personagens, inclusive o gosto pela leitura que iniciou pelos famosos gibis, com que turma? A Disney, é claro!

Passados todos estes anos, com todas as interpretações que a esquerda quis dar à “manipulação capitalista” dos personagens, ficaram muitas lições de companheirismo, criatividade e empreendedorismo (mesmo que nem se soubesse o que era na época).

Para quem chegou à idade em que muitas vezes se recorda o que aconteceu há 45 anos atrás e não lembra o que comeu no café da manhã de ontem, é lógico que estas lembranças vêm impregnadas de sensibilidade e de carinho.

Creio que, ao longo de nossas vidas, temos muitas ocasiões em que desejamos recuperar uma parte do nosso passado. A própria indústria fonográfica, pouco tempo atrás, inundou o mercado com títulos em que ressuscitou cantores da Jovem Guarda, das décadas de 60 e 70.

Mas os desenhos animados têm algo de especial. Na verdade eles concretizam a animação do que nossas férteis mentes infantis já haviam criado de alguma maneira, agora com a chance de cotejar e saber se tinha dado certo ou não.

Não fiquem preocupados com a minha sanidade mental. Não vou, agora, passar a viver de recordações. A vida é muito boa para ser desperdiçada. Confesso que, apesar de tudo, esta não é a vida que eu pediria a Deus. Pois esta eu não me animaria a pedir. Mas que um bom desenho dos antigos, de vez enquanto, aquecem o coração, a sim, aquecem. E como!