Crenças e superstições


Recentemente, passamos por uma sexta-feira, 13 de agosto. Serve para refletirmos que o advento da luz elétrica e o aumento do número das pessoas que podem acessar o conhecimento diminuíram significativamente o número das pessoas que reconhecem ainda ter alguma crença ou superstição. A crença se distingue da fé por não ser algo ligado a uma religião, mas uma construção pessoal, com uma espécie de “lógica” para cada um. E a superstição, bem, esta é muito engraçada, pois é mais comum do que se pensa, mas não se reconhece que existe.

As superstições mais comuns passam por evitar números como o 7 e o 13 (dizem que alguns países, inclusive, não numeram o décimo terceiro andar de um prédio); passar longe de gato preto, não cruzar embaixo de uma escada. Mas as mais modernas estão na cueca, camiseta, abrigo etc. utilizadas em alguma partida de futebol e que “deram sorte” e a vitória para o nosso time. A partir daí, precisa ser repetida sempre, mas, se acontecer algo em contrário, arruma-se uma desculpa para não culpar a peça de roupa. Segue-se a máxima de que “não creio em bruxas, mas que elas existem, existem”.

Mesmo as pessoas que estudam os processos religiosos não conseguem explicar como estas coisas acontecem. Talvez porque não existam explicações, mesmo. É uma necessidade do ser humano mais simples de ter amuletos que o aproximem do Divino, por elementos que somente ele reconhece e entende. Crenças e superstições podem não ser aceitas, mas, desde que não prejudiquem os demais, devem ser respeitadas.

As crenças estabelecem juízos populares que dão como verdade um conjunto de coincidências. Por exemplo: “agosto é o mês do desgosto”. Muitas desgraças aconteceram neste mês, assim como em todos os outros do ano, mas o consenso popular é de que ele atrai energias negativas e põe fim na vida de muitas pessoas idosas (coincidência com o final de Inverno). O pai conta a história de um vizinho alemão que tinha medo deste mês. Em 31 de agosto afirmou, contente, para os familiares que estava quase vencido o “adversário”. Morreu no dia 1º de setembro.