Desenvolvimento econômico


Qualquer candidato que se preze, em nível executivo, tem na ponta da língua uma máxima: é preciso ajustar a economia - fundamental para o país crescer e fazer com que todos possam usufruir do desenvolvimento.

A receita é fácil, no entanto, a distância entre ela e a prática é grande. Já o então ministro Delfin Neto, durante o regime militar, 30 anos atrás, dizia ser necessário aumentar o bolo para que ele pudesse ser repartido. Até hoje o brasileiro está com o pratinho na mão e com cara de bobo, esperando.

Mas como isto pode acontecer se vemos tantos indícios de que a economia melhorou? De fato, muito mais por injunções da economia internacional, a moeda foi estabilizada – nossa inflação é relativamente baixa – e há investimentos que tornaram o Brasil auto-suficiente, por exemplo, em petróleo, contendo as importações e ampliando as exportações.

Por este motivo, muitas pessoas dizem que gostariam de entender: durante um bom tempo foi dito que o preço do pãozinho aumentava porque subia o valor do dólar. Entendemos e ficamos quietos. Mas e agora? O dólar despencou há um bom tempo e não se ouve nem falar em baixar o preço do abençoado pão nosso de cada dia.

Há momentos em que coço o nariz para ver se não colocaram a tradicional bolinha vermelha amarrada a um elástico!

Fico perplexo quando ouço a defesa da máquina governamental, em especial das estatais. Por tudo o que dizem, deveria sentir orgulho por elas serem “brasileiras”, isto é, públicas.

Porque me parece – e à maioria da população brasileira – que quem as defende está apenas utilizando estas empresas politicamente, eleitoralmente, servindo aos mesmos que sempre foram beneficiados?

Fazem parte da mesma máquina estatal que, por ser inoperante, prestam poucos e ineficientes serviços ao cidadão (saúde, educação, segurança, etc.), precisando ser desmontada e readequada para que cumpra sua vocação: bem público a serviço da população.

Sinto muito, não é uma questão de ser defensor ou não “daquilo que é nosso”. “Nosso” seria se não desperdiçasse recursos e melhorasse as condições de vida da gente brasileira, ao invés de sermos reféns de uma máquina que se auto-consome.

Ainda vamos precisar de um bom tempo para tê-la “nossa”, mas não vale a pena desistir. Só não se iluda com falsas lógicas econômicas que ficam mais para a enrolação do que para a explicação.