Formando futuras gerações


O início deste século está se caracterizando por um bombardeio de informações. O que não quer dizer que estar exposto à informação signifique estar em condições de saber utilizá-la bem. Na maior parte das vezes, o excesso, apenas confunde.

Quando se trabalha com gestão do conhecimento, diferencia-se um dado – elemento que, por si só, não tem significado; informação - um grupo de dados que possibilita a compreensão de uma determinada situação; e conhecimento que é a forma organizada e articulada como alguém utiliza a informação em alguma atividade.

Este é o motivo que levou o Instituto de Menores, junto com o Rotary Club Pelotas Centenário, a realizar o evento “Formando Futuras Gerações”. Pretende reunir entidades locais, como as Universidades Católica e Federal, Escola Técnica, Colégio Agrícola e Sistema Nacional de Empregos, passando informações que parecem básicas – formas de acesso, preparação, financiamento – mas que, para aquele público, são desconhecidas.

Não resta dúvida que, hoje, vão ser oferecidas as melhores opções para aqueles que souberem administrar conhecimento. Infelizmente, da mesma forma como as novas tecnologias, os menos preparados acabam sendo aqueles que são excluídos.

E onde estão as informações que propiciam o conhecimento? Em muitos lugares: na profusão de elementos da Internet, nos livros e revistas, nos muitos cursos, no olhar observador e curioso que precisa estar sempre aceso e especulando “por quê?”.

É o que se pretende para os alunos da oitava série do primeiro grau e segundo grau do Instituto de Menores. A esperança deve ser mantida em corações e mentes daqueles que hoje sonham em ser médicos, engenheiros, dentistas, mas que, na maior parte das vezes, vão acabar encontrando a fila do desemprego.

Enquanto isto, atividades básicas procuram gente que queira trabalhar – desde o ramo da panificação até o da vitivinicultura – onde se pode ter um emprego decente e bem remunerado.

Neste caso, qual é o elemento precioso? Informação. Que passa a conhecimento quando indica a eles perspectivas, sabendo que, num determinado momento, é preciso pavimentar caminhos. Sem ter medo de sonhar.