Prevenção


Um dos mais sábios conselhos que conheço é, sem sombras de dúvida, o que diz que “é melhor prevenir do que remediar”. Pois este velho ditado tem um grande valor, se aplicado ações do nosso dia-a-dia. Mas também, de vez enquanto, precisa de uma pequena ajuda.

Vamos aos fatos: estamos vivendo em plena campanha para que os idosos sejam preventivamente vacinados. Também estamos recebendo uma série de informações a respeito conseqüências que um “insignificante” tipo de inseto – o mosquito (no caso, a “mosquita”) pode causar ao entrar numa casa: a dengue, que de sintomas parecidos com uma gripe, pode chegar à dengue hemorrágica e à morte.

No primeiro caso, uma campanha de grande valor para evitar sofrimentos e transtornos que aparecem quando qualquer doença infecciosa se instala em pessoas com mais idade. Não há nenhuma discussão: é preciso que todos os que passaram dos 60 anos sejam vacinados para que passem por estes tempos de umidade e de frio com mais conforto e menos problemas.

Infelizmente, parafraseando Érico Veríssimo, “ainda não foi inventada uma vacina contra a imbecilidade” e encontramos “engraçadinhos” que dizem aos idosos que esta medida do governo “é para matar os velhos!” Pena é que, nestes tempos de tanta informação, ainda existam aqueles que acreditam!

No segundo caso, embora possa parecer que o problema da dengue é distante, isto não corresponde à verdade: ela já está no Estado e, em temos em que as distâncias são facilmente diminuídas pelos meios de transporte, já pode estar chegar a caminho.

No entanto, nos dois casos, creio que não é me dirigindo aos leitores que vou atingir o objetivo de conscientizar as pessoas. Pessoas que lêem, na maior parte, são conscientes dos seus direitos e deveres. O que estamos precisando é de “multiplicadores de informação”. Não adianta apenas ler e guardar o jornal. O problema que estamos enfrentando pode causar prejuízos a todos – conscientes ou não. Então é preciso arregaçar as mangas e partir para a vizinhança, seja nos conjuntos de apartamentos, seja falando pelas cercas e pelas grades.

No primeiro caso, convencer e, se preciso, acompanhar os idosos até os postos, que têm feito de tudo para facilitar a vida de quem os procura; no segundo caso, explicar os recursos mais elementares para que os focos de mosquitos não se instalem em pratinhos de flores, pneus e garrafas jogados em pátios, piscinas mal conservadas.

Creio que se você fizer uma visita carinhosa e conversar a respeito vai estar restaurando antigas e saudosas práticas de convivência. Em pleno século XXI podemos constatar que para solucionar problemas complexos, as soluções podem ser bem simples: uma saudável e boa vizinhança.